Toda vez que olho para esta foto, o tempo volta.
Éramos jovens, cheios de sonhos, dividindo as madrugadas de estudo, as provas difíceis e aquela vontade enorme de um dia poder cuidar das pessoas. Entre esses rostos, tem um colega que o Brasil inteiro aprendeu a admirar: o Dr. Sócrates.
Para nós, ele era simplesmente o Sócrates da turma. Depois, o país o conheceu como craque, médico, ídolo do Corinthians e da Seleção. Mas o que eu guardo no coração é o colega de faculdade — inteligente, calmo, observador, com uma elegância que ele levava da sala de aula para dentro de campo.
E eu sempre brinco: enquanto a gente mal dava conta das provas, o Sócrates ainda arrumava tempo para jogar bola. Ele estudava, treinava, jogava — e ainda parecia que estava tudo tranquilo.
O que a medicina me ensinou
A medicina me deu muito mais do que um diploma. Me deu amizades, histórias e uma certeza que carrego até hoje: cuidar de gente é a missão mais bonita que existe.
Foi assim que aprendi a ser médico. E é exatamente esse olhar — de dedicação, de respeito e de cuidado com cada pessoa — que quero levar comigo neste novo caminho que estou começando a trilhar.
Porque servir às pessoas nunca foi, para mim, apenas uma profissão. Sempre foi um compromisso de vida.
Essa história começou ali, naquela sala de aula em Ribeirão Preto. E segue viva em cada passo que dou daqui pra frente.